Iraí Verdan nasceu em Itaperuna – RJ. Formada Contadora, pela Universidade do Grande Rio-RJ. É poetisa, escritora, haicaísta (ministra oficina de haicai em escolas para o Concurso Infanto Juvenil do Grêmio Haicai Ipê - S.Paulo e Projeto Haicai Sabiá) e praticante das artes plásticas. É membro efetivo da Academia Mageense de Letras - AML, Patrono Luiz Otávio e da Academia Pan-Americana de Letras e Artes – APALA-RJ, Patrono Farias Brito. É membro fundador do Grêmio Haicai Sabiá, em Praia do Anil - Magé – RJ e membro do Grêmio Haicai “Águas de Março”, no Rio de Janeiro. Participa de reuniões e Encontros no Grêmio Haicai Ipê - São Paulo. É Cônsul (Consulesa) do Movimento Poetas Del Mundo – Chile, região sudeste de Magé-RJ. Pertence a Autores e à Liga de Poetas e Escritores do Portal CEN - Portugal. Possui trabalhos publicados em diversas Antologias e um Livro Individual recentemente lançado: “Primícias de um tempo...” – Memórias Biográficas.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Cine Haiga "PALIMPSESTO"
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
SÉRGIO PICHORIM
Sérgio Francisco Pichorim (23/4/1965) é natural de São José dos Pinhais, Paraná. Engenheiro Eletricista, mestre e doutor em ciências (MSc e DSc). Casado e pai de duas filhas, é professor da UTFPR (departamento de eletrônica). Chegou ao universo do haicai seguindo as trilhas abertas pelo teólogo Leonardo Boff (de quem ouviu falar pela 1ª vez de Matsuo Basho) e por Rabindranath Tagore e pela poetisa paranaense Helena Kolody (com quem conheceu o haicai). Na passagem de 1999 para 2000 conheceu a revista eletrônica Caqui de haicais (www.kakinet.com) e começou a participar da lista de discussão de haicai em português (haikai-l do yahoogrupos.com.br). Participou do 14º Encontro Brasileiro de Haicai, realizado em Campinas no ano de 2002, onde foi contemplado com o 1º lugar no Grande Desafio (concurso de haicai). Blog: Fieira de Haicais
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
SILVIO GARGANO JUNIOR
Silvio Gargano Junior nasceu em 1963 em São Paulo (SP), mas desde 1982, transita pelo interior paulista. Formado em Letras pela FAFITU e em Pedagogia pela CEUCLAR, já trabalhou como bancário, assistente de RH, comerciante e desde fevereiro/92 dedica-se ao magistério público. Atualmente leciona Língua Portuguesa e Literatura nas EE Antônio Augusto Lopes de Oliveira Júnior e ETEC Antônio de Pádua Cardoso, em Batatais(SP). Participou da antologia lançada pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores e do livro Mosaico das Letras, publicado pela AFPESP. Obteve o 3º lugar no Concurso de Haicais no 19º Encontro Brasileiro de Haicai em 2007; Menção Honrosa em 2000 na Etapa Regional do Mapa Cultural Paulista, na categoria contos e o 5º lugar no Concurso de Haicais Massuda Goga em 2008. Participa regularmente do grupo literário Haikai-L com vários haicais publicados no jornal Nippo Brasil. Teve vários poemas publicados na revista Nikkei Bungaku.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Entre a tradição do Haiga e nossa contemporaneidade digital
Tchello d´Barros
Não dá pra dizer exatamente quando a arte entrou em minha vida, ou se era um brinde que já veio no pacote. Lembro-me que aos cinco anos já desenhava no assoalho da casa e aos seis, na escola, declamei uma quadra, que meu avô materno me ensinou. A fotografia veio mais tarde, no início da década de 90, quando fazia teatro e comecei a publicar os primeiros versos. O que lembro de fato é que quando o haicai entrou em minha produção literária, nunca mais saiu, digamos assim. Creio que os poetas que entram no universo do haicai nunca mais são os mesmos, pois não se trata de aprender mais uma técnica ou métrica e sim de desenvolver outra percepção para nossas possíveis leituras do mundo, do homem, da realidade.
A fotografia em meu caso veio posteriormente a minha formação em artes visuais, tanto é que sempre imagino que não fotografo como um fotógrafo convencional, mas como um pintor, pois valho-me dos recursos clássicos da pintura, tais como a perspectiva, a luz-e-sombra, o equilíbrio cromático, a valorização da anatomia e principalmente os recursos de composição, usados pelos velhos mestres do Renascimento. Até aí, nada de novo sob o Sol, mas quando se é alguém que se expressa tanto com a palavra quanto com a imagem, é inevitável e até produtivo que ambos os caminhos se cruzem, se fundam se confundam... Nunca é demais lembrar que o próprio poeta Matsuo Bashô, que popularizou o haicai no Japão setecentista, ao final da vida dedicou grande parte de seu tempo ao estudo da pintura também.
Mas eis que um dia conheci o haicai e adentrando em seu universo de kigôs, tankas, rengas, haibuns e haigas, foi até natural que parte de minha produção adquirisse elementos do haicai, como a simplicidade, a síntese e condição de comunicar o apenas o necessário com os recursos disponíveis. Talvez o rigor seja a maior lição apreendida. Um rigor que em meu caso, migrou para o desenho, as gravuras e também para minha produção fotográfica. Isso ficou mais evidente ainda quando em 2.000 d.C. lancei Olho Zen, meu livro de haicais.
violetas azuis esta tarde não passou em brancas nuvens
Haicai de Tchello d’Barros, de 1.999 publicado em seu livro de haicais “Olho Zen”(Ed. Multi-prisma – Blumenau-SC – 2000 d. C.)
neve na cidade miava o gato branco e ninguém o via
Haicai de Tchello d’Barros, de 2.009 publicado no blog Haigatos, editado por Jiddu Saldanha
Aqui no ocidente, esse poemeto de origem nipônica medieval sempre suscitará acaloradas discussões, por questões, principalmente por questões de métrica e estilo. Uma de minhas controvérsias preferidas é exatamente a relação entre haicai e fotografia, já que pratico ambos, pois há sempre quem defina o haicai como a eternização de um momento, tal qual uma fotografia. Atualmente posso afirmar que há muito de haicai em minha obra fotográfica e vice-versa.
Não bastasse tudo isso, a gente vai atravessando o rio da vida e encontrando nossos pares, outros apaixonados por essas questões, como os artistas multimídia Chris Herrmann (poesia, letras de música, piano, arte digital) e Jiddu Saldanha (poesia, pintura, mímica, fotografia, vídeo). São parceiros queridos com os quais temos realizado algumas produções, inclusive os vídeo-haigas editados por Jiddu, com a sublime música composta e executada por Chris, cuja virtuose ao piano integra plenamente os haicais e fotos desse projeto. Na pós-modenidade em que vivemos, as fronteiras das linguagens artísticas estão mais livres e nesse sentido creio que esses vídeo-haigas são experimentações intersemióticas ou haigas verbi-voco-visuais, pois o trabalho é percebido mediante o sentido do texto, a imagem da fotografia e o som da música.
E assim seguimos adiante, como nas peregrinações de Bashô, deixando como rastro as possíveis emoções estéticas derivadas de nossa produção escrita, visual, musical e até mesmo digital. Evoé!
Tchello d’Barros www.tchello.art.br Junho de 2010 – Belém/PA.
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ANDRA VALLADARES
Andra Valladares nasceu em 24/09/1971, em Governador Valadares/MG, porém, considera-se capixaba por residir no Estado do Espírito Santo desde que tinha dois anos de idade. Formou-se em Direito no ano de 1995 e exerce a profissão de advogada desde então. Apreciadora de todas as formas de expressão artística, é também cantora, compositora e fotógrafa amadora. Neste ano de 2010 será nomeada membro da Academia de Letras Humberto de Campos e lançará seu primeiro CD profissional. Participou de mais de 20 antologias poéticas pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores e também teve um haicai e um poema de sua autoria publicados na revista bilingue Brasil Nikkei Bungaku nº 32 (junho/2009), organizada pela Associação Cultura l e Literária Nikkei Bungaku do Brasil. Na internet participa dos grupos literários Haikai-L e Movimento Internacional Poetrix.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
PAULO FRANCHETTI
Paulo Franchetti é professor titular do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É mestre em Teoria Literária pela Unicamp (1981), doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (1992) e Livre-Docente pela Unicamp (1999). Desde 2004 é Professor Titular. Atua na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária, Literatura Brasileira dos séculos XIX e XX e Literatura Portuguesa do século XIX. Desde 2002, dirige a Editora da Unicamp, cujo Conselho Editorial preside. Currículo Lattes
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NOSSO HAIKAI tem como objetivo trazer textos informativos, links, entrevistas e particularidades que envolvem o tema HAICAI. Muito mais que um terceto de cerca de 17 sílabas e regras determinadas, o famoso poema de origem japonesa é uma via para novos aprendizados e descobertas. É um caminho que não se fecha em valores pessoais e não pretende julgar o mundo, mas que traz na sua simplicidade a arte de torná-lo mais visível e aberto à fantasia do leitor.
Haiga é um haikai acompanhado de uma imagem onde o poema escrito interage com simplicidade e sutileza, criando uma sugestão na mente do leitor!...
Jiddu Saldanha e Chris Herrmann
Haiga e haiku são palavras de origem japonesa que andam sempre juntas e pertencem ao vocabulário dos escritores de haiku, ou haicai em português. Em sua definição mais simples e tradicional, haiga é uma pintura genuinamente japonesa, complementada por um haicai e uma caligrafia (caracteres em japonês, geralmente omitidos em haigas ocidentais). Hai significa poema e ga, pintura. Segundo os estudiosos, a haiga tem uma origem obscura mas há registros de que, no século XVII, já era usada para decorar painéis, álbuns, telas e leques. Por sua vez, o haicai é um poema de apenas três versos, com um curto número de sílabas e que remete o leitor a cenas da natureza. Acompanhado de uma pintura ou desenho gráfico, no entanto, o haicai pode mostrar mais claramente a instantaneidade do momento, suas sensações e suas essências. Com o advento do computador, a haiga se modernizou e hoje pode incluir arte digital ou fotografia, mas sempre fazendo par com um haicai.
Rosa Clement
De "OESTE" - Paulo Franchetti
“E a novidade que o haicai oferece a um ocidental, de meu ponto de vista, é o fato de ele ter por objetivo não a beleza da imagem ou da combinação dos sons, mas o registro ou o despertar de uma percepção muito ampla ou intensa nascida de uma sensação. Esse me parece o núcleo da forma do haicai.”
“Por isso tudo, o bom texto de haicai, o mais interessante, em minha opinião, é aquele que consegue, com o mínimo, obter apenas o suficiente. Fazendo da modéstia e do despojamento valores centrais, o haicai que se aprende com a leitura dos mestres japoneses não se satisfaz na exibição de virtuosidade técnica ou capacidade de associação brilhante. Pelo contrário, é um texto que se limita voluntariamente a apenas situar uma dada percepção sensória, objetiva, num campo maior de referências (objetivas ou subjetivas) onde ela ganhe sentido e componha um quadro único; um texto que traz para o leitor a presentificação de um instante como algo inacabado, aberto, um esboço ou um diagrama do choque entre a sensação fugaz e irrepetível e seu longo ou profundo ecoar nas diversas cordas da sensibilidade e da memória.”
Virando outra vez
O travesseiro molhado -
Noite de verão.
O campo seco -
Uma vaca, uma garça,
Outra vaca, outra garça.
Tarde de verão -
Uma nuvem solitária
Chovendo no vale.
OESTE - Trad. para o japonês H. Masuda Goga - São Paulo: Ateliê Editorial, 2007 - ISBN 978-85-7480-389-0
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FIEIRA DE HAICAIS
*# haiku linked*
finalização: de 901 a 1000
ímpares: josé marins (jm)
pares: sérgio francisco pichorim (sp)
período: 12-9-2014 a 9-2-2...
Haicai da Morte: Mukai Chine
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Mukai Kyorai, poeta japonês que foi um dos 10 discípulos de Bashô, tinha
uma irmã mais nova chamada Chine, que também escrevia haicais. Ambos
nasceram em N...
RECESSO
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Depois de quase 4 anos preparando chás literários diariamente para nossos
queridos leitores, eis que nós, autores do Chaleira, chegamos ao nosso
primeiro g...